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31 de agosto de 2017 19:34

I Sarau de Autores e Poetas da FG têm debates, apresentações de dança, declamação de poesia e rap

A programação continua, na sexta-feira (01/09), na FG Boa Vista

O Saravozes – I Sarau de Autores e Poetas da FG – já começou no campus Piedade e o primeiro dia do evento do Núcleo de Relações Étnico-Raciais (Nerer) contou com muita emoção nas apresentações de danças e declamações de poesias. A programação continua, amanhã (01/09), na FG Boa Vista.

De acordo com a professora coordenadora do Nerer e organizadora da ação, Lici Guimarães, o Núcleo tem como objetivo a pesquisa sobre relações étnico-raciais. “Tudo que for ligado a raça, etnia, conflitos, posição o negro dentro da sociedade e as dificuldades que ele encontra para exercer sua cidadania é objeto de estudo do grupo. Para isso, realizaremos, mensalmente, atividades de impacto e que leve a comunidade acadêmica à reflexão. Precisamos despertar a consciência e a solidariedade nos discentes e docentes”, explicou.

O aluno do curso de Arquitetura, Gabriel Olivo, declamou um poema e ressaltou a importância de momentos como estes. “O evento é importante porque ele dá voz àqueles que são silenciados. Normalmente, não vemos estas pessoas em espaços de mídias declamando poesias. O Sarau acaba sendo o local onde são reverberadas as vozes de pessoas que sofrem opressão e aqui podem externalizar através de arte”, declarou.

Pela manhã, além das apresentações do universitários, a autora Odailta Alves declamou alguns dos seus poemas e participou de mesa redonda. O grupo de danças urbanas Pussytivismo também fez uma performance chamada “Sou todas elas”. A integrante do quarteto, Paula Dri, destacou a importância do momento. “Formamos o Pussytivismo porque percebemos que não havia grupo feminino de danças urbanas no Recife. Em todos os ambientes encontramos o machismo e na dança não é diferente. Juntamos nossas experiências e histórias e criamos a coreografia ‘Sou todas elas’. Ela é nosso grito para todas as mulheres que sofrem, de alguma forma, com isso. Estar no meio acadêmico nos faz alcançar aquelas que muitas vezes nem falam pelo que passam em casa. É mostrar que o papel e lugar da mulher na sociedade é onde ela quiser”.

À noite, alunos cantaram e tocaram violão e muitos declamaram poesias com temáticas voltadas para a luta contra o preconceito racial. Houve ainda debate sobre os aspectos artísticos e sociais do grupo indígena e a apresentação do grupo de rap feminino Arrete, formado por três Mc’s, duas dançarinas e o DJ Baloo. “Nosso projeto é de empoderamento feminino e valorização da cultura nordestina. Nossa bandeira é a Ascenção da mulher nordestina e, em nossas letras, buscamos trabalhar nossa cultura, linguagem e dialetos. Quando vemos debates e momentos como estes, entendemos é um espaço no qual podemos agregar e endossar o discurso do empoderamento social”, contou a Mc Ya Juste.