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16 de outubro de 2017 17:39

Projeto da FG vence premiação internacional da Rede Laureate

O aumento no número de casos de bebês nascidos com microcefalia, cuja causa é atribuída ao surto do Zika Vírus em 2015, se tornou um grave problema de saúde pública. Todos os bebês com a condição especial precisam de cuidados diferenciados para se desenvolverem. Em função desta realidade surgiu “Quero Bem”, um projeto que oferece tratamentos de saúde e orientação jurídica às crianças com microcefalia e suas famílias. Na última quinta-feira (12), em cerimônia realizada em Miami (EUA), o projeto foi anunciado como vencedor na categoria Professores/Colaboradores do Here for Good Award 2017, prêmio concedido pela rede Laureate Internacional Universities para ações que se mais destacam a cada ano por seu impacto social positivo.

As professoras Fátima Casa Nova e Alessandra Bahia, que lideraram o programa, receberam o prêmio das mãos do fundador e CEO da Laureate Doug Becker. Todas as instituições da rede Laureate do mundo podem concorrer ao prêmio vencido pela UniFG neste ano. “Fiquei muito impactada porque concorremos com instituições de vários países. Ganhar foi importante pelo que poderemos oferecer às crianças com este prêmio”, destaca a psicóloga Fátima, coordenadora técnica da Clínica-Escola FG Comunidade.

Projeto Quero Bem – O “Quero Bem” foi criado em Pernambuco, no âmbito da FG Comunidade, clínica escola e centro de prática jurídica da UniFG. O estado foi um dos mais afetados pela epidemia de Zika Vírus: até agosto de 2017, já foram notificados 2.375 casos de crianças nascidas com microcefalia.

Além de oferecer tratamentos nas áreas de fisioterapia, nutrição e psicologia para as crianças, a ação ainda acolhe e presta atendimento psicológico e jurídico também às famílias. O projeto não possui limite de idade, restrições geográficas ou de renda. As crianças recebem dois atendimentos semanais com duração de 60 minutos, nas áreas de fisioterapia e nutrição. Todos os atendimentos são feitos pelos professores e alunos que atuam na Clínica Escola.

Com pouco mais de um ano, o projeto já acompanhou cerca de 50 famílias. Casa Nova explica que a evolução das crianças com o tratamento é estimulante. “Muitos desses bebês chegaram com rigidez muscular, ausência de expressão e de linguagem. Hoje vemos que eles desenvolveram sua motricidade, diminuindo a rigidez muscular e passaram a apresentar uma linguagem própria e um rosto cheio de expressão. Queremos prestar atendimento a mais crianças”, afirma.

Em grupo, as mães também são atendidas pela equipe de psicólogos. Elas se reúnem e dividem dores e medos, assim como as experiências e as vitórias vivenciadas nesta fase. “Essas mães ficam 24 horas à disposição de suas crianças. Para muitas delas, a rotina é iniciada antes do amanhecer e só termina à noite. Às vezes, a psicologia pode ser o único apoio e espaço de fala e de cuidado, por isso se torna imprescindível”, afirma Fátima Casa Nova.

Além de oferecer tratamentos de saúde, o projeto também oferece assessoria jurídica para as mães. A coordenadora do núcleo de Práticas Jurídicas do Centro Universitário e do projeto Quero Bem, Alessandra Bahia, explica como ocorre o atendimento a essas famílias. “Nós ajudamos nas questões que envolvem o Ministério Público para garantir os seus direitos, assim como tiramos todas as dúvidas no âmbito jurídico e, se a mãe for de Jaboatão, ainda ajuizamos as ações que são pertinentes ao caso”, afirma.  De acordo com a advogada, essas crianças e suas famílias possuem prioridade no atendimento. Além disso, o projeto tem uma parceria com a OAB de Jaboatão que viabiliza os benefícios junto ao INSS.

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