Acessibilidade
6 de setembro de 2017 16:04

Setembro amarelo chama atenção para prevenção ao suicídio

FG realiza, nos dias 11 e 19 de setembro, momentos de debates e palestras sobre prevenção e posvenção do suicídio

Apesar do Brasil não ser um dos recordistas em suicídios, o número de pessoas que tiram a vida espontaneamente é crescente no país. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dos 172 países que enviam dados, somente 28 registraram aumento nos índices de suicídio nos últimos anos. O Brasil é a oitava nação com mais casos em termos absolutos. O “Setembro Amarelo” é uma campanha de conscientização a prevenção do suicídio e tem como objetivo alertar a população a respeito da realidade do tema. Pensando nisto, a FG realiza, nos dias 11 e 19 de setembro, no campi Boa Vista e Piedade, respectivamente, um momento para debates e palestras sobre prevenção e posvenção do suicídio. A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas no COEX.

Desde 1980, a taxa subiu 60%. “Estamos cada vez mais competitivos e individualistas. Isso colabora muito para o aumento desses índices. As redes sociais também podem atuar como uma faca de dois gumes: podem auxiliar tanto para afastar pensamentos suicidas como para ensinar métodos de tirar a própria vida”, destaca a psicóloga e professora da UniFG, Mireilly Moura.
O suicídio tem uma forte ligação com a pobreza e cerca de 75% das mortes ocorre em países de baixa e média renda. No Brasil, as regiões no Norte e Nordeste possuem índices mais altos. “Alguns sinais servem como alerta. Pessoas que falam com frequência que a vida não vale à pena, apresentando comportamentos de isolamento, abuso de substância, como álcool e drogas, e histórico de humor depressivo, podem exigir atenção”, destaca a psicóloga.

A faixa etária que mais exige atenção é a de adolescentes e jovens adultos. Segundo o Mapa da Violência 2014,  os suicídios dessa classe no país vêm aumentando de forma progressiva e constante: na década de 1980 praticamente não teve crescimento (2,7%); na década de 1990 o crescimento foi de 18,8%, e daí até 2012, de 33,3%. Outro perfil que chama atenção é o de idosos. O mesmo estudo aponta que, acima dos 60 anos, há oito suicídios por 100 mil habitantes, taxa maior que a registrada entre outros grupos etários. “É uma população que exige atenção redobrada porque são propensos à depressão. O índice têm crescido nos últimos anos”, alerta a psicóloga.

 

Serviço:

Suicídio – Prevenção e Posvenção: um assunto nosso.

Campus Boa Vista – 11/09

Campus Piedade – 19/09

Das 9h às 12h e das 18h30 às 22h

Inscrições: COEX > Escola de Saúde e Educação > Suicídio – Prevenção e Posvenção: um assunto nosso.